Atualização prepara futuros biomédicos para diagnosticar microrganismos

Por Rafael Lessa

Para alertar sobre o aumento dos casos de superbactérias, que é alarmante no Brasil e no mundo, o curso de Biomedicina do Centro Universitário Icesp realizou, na noite desta terça (25), uma palestra de atualização sobre o assunto. Com o auditório lotado, a apresentação dos casos de resistência dos microrganismos ficou por conta da professora Beatriz Camargo, da Microbiologia.

A grande preocupação atualmente é quanto ao fato de as superbactérias estarem presentes na comunidade, o que antes se limitava aos ambientes hospitalares. No âmbito da Biomedicina, essa atualização é importante para que os futuros biomédicos saibam como reportar e identificar no laboratório um caso de multirresistência.

Várias medidas foram tomadas recentemente por organizações como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para restringir a venda de antibióticos, até mesmo na agricultura e na pecuária. De acordo com Beatriz Camargo, o uso desses produtos químicos está influenciando diretamente no desenvolvimento dessas bactérias.

“Você pode até não fazer o uso do antibiótico, mas o alimento que você consome já vem com o anti-microviral, e o microrganismo que está no seu corpo acaba adquirindo essa resistência”, explica a professora. Segundo ela, é papel do biomédico, principalmente o microbiologista, junto com a equipe multidisciplinar de um hospital, fazer o diagnóstico e liberar o laudo para o médico saber se está lidando com uma superbactéria ou não.

Mercado

O mercado está promissor para quem quiser seguir a carreira na microbiologia. Beatriz Camargo conta que há escassez de profissionais na área. “Como é uma evolução que vem ocorrendo muito rápido, o mercado não tem disponíveis pessoas qualificadas para lidar com esses microrganismos que estão surgindo. Daí a importância de estar atualizado e preparado para receber esses multirresistentes no laboratório”, avalia.