O evento está sendo realizado no campus Águas Claras. Durante quatro dias, palestras e minicursos serão ofertados nos três períodos

Nesta quarta-feira (06), os participantes assistiram à duas palestras. A primeira, ministrada pelo professor Túlio Martins, abordou o manejo e controle de pragas na fruticultura. O palestrante explicou o que são as pragas e como devem ser realizados os procedimentos de controle das pragas em maracujá, goiabas e palmeiras.

Em seguida, o professor doutor  Luiz Lustosa e o especialista em apicultura Guaracy Telles falaram sobre a importância das abelhas.  Os dois palestrantes são representantes da Associação dos Meliponicultores do Distrito Federal.

“Por que as abelhas são importantes?”

Semana de agronomia do Icesp debate a importância da polinização para a sustentabilidade e economia  

Como proteger as abelhas é dos assuntos mais discutidos pelo setor público e na sociedade civil atualmente. As abelhas são animais extremamente importantes para a polinização dos alimentos em escala global. Segundo dados da Embrapa, cerca de 70% das plantas de importância para a alimentação humana dependem de polinização e as abelhas são os principais polinizadores desses alimentos.

Esse foi um dos assuntos debatidos pela manhã, na II SEAGRO. A palestra foi ministrada pelos representantes da Associação dos Meliponicultores do Distrito Federal, Guaracy Telles e Luiz Lustosa.

O especialista Guaracy Telles lembrou o alerta feito pelo cientista Albert Einstein. Segundo o físico, se as abelhas desaparecessem da terra, a humanidade teria apenas mais quatro de existência pois sem abelha não há a polinização ou reprodução da flora. Isso afetaria a reprodução também da fauna e por consequente atingiria a raça humana. Ele também explicou as diferenças entre as abelhas com e sem ferrão e falou como elas são contribuem para o desenvolvimento da economia.

O professor Luiz Lustosa lembrou que as abelhas estão ameaçadas de extinção devido a falta de preparo no manejo adequado desses animais quando necessário.

“Dizem que as abelhas estão em extinção, mas o que está em extinção na realidade é a natureza. Quando se faz o desmatamento, barragens ou desenvolvimento tem perda de abelha. Por que tem perda? Porque as pessoas ainda não entenderam que quando vai se fazer uma barragem tem que se preocupar com os animais silvestres nessas áreas – e a abelha é um desses animais. Se há necessidade de tirar uma árvore onde está o ninho natural da abelha, tem de plantar outra árvore e a realocar adequadamente esses animais para que não morram”, pondera.

Lustosa também lembrou das leis que existem e regulamentam a profissão de quem deseja criar esses animais.

“A Resolução do Conama nº 346/2004, regula a criação das abelhas sem ferrão. Mas essa resolução cai quando existe uma lei local, e aqui no Distrito federal entra em vigor o Projeto de Lei 497 que está sendo votado hoje na comissão de meio ambiente. Também temos o Projeto de Lei 6913 que fala sobre as políticas públicas da meliponicultura”, disse.

Amanhã (07), os dois palestrantes vão ministrar o minicurso “Meliponicultura básica (apicultura), às 14h30. As inscrições serão realizadas no momento do curso.